De uma mãe neuroatípica para outra
Descobrir que seu filho (a) tem algum tipo de transtorno do neurodesenvolvimento, não é a melhor notícia que queremos ouvir, porém, quando finalmente a hipótese diagnóstica é desvendada e o neuropediatra bate o martelo assinando o laudo, soltamos aquele “ uuufffaaaaaa!” ( ao menos foi assim que eu fiz!).Somente passando por este processo pra entender essa reação.
Ao mesmo tempo que você compreende o porquê de certas atitudes do seu ( a) filho ( a) , você é inundada por um sentimento de culpa e frustração. Sim, isso é absolutamente normal, e aqui você tem que ter cuidado pra não perder o controle de tudo. Eu me senti muito mal, desabei! Doeu muito lembrar das punições dadas ao meu filho por nunca entregar trabalhos e não fazer a lição de casa! Ou por passar pelas pessoas e “ fazer de conta que não viu”. Chorei até inchar! Me senti a pior mãe do mundo por não perceber que meu filho estava sofrendo!
Nesta fase, chore, grite, ponha tudo pra fora! Passe pelo processo, mas , depois , lembre-se : você só agiu assim naquele momento porque queria o bem de seu filho ( a) , se você soubesse do transtorno, teria feito de outra forma! Se isso ainda não for capaz de aliviar sua culpa, e se, sentir necessidade, procure ajuda! Você precisa estar bem emocionalmente pra dar todo suporte que seu ( a) filho ( a) necessita. Vale buscar ajuda com profissionais ( psicologia, psiquiatra, etc. ) ou em grupos de apoio ( comunidades do Facebook/ Instagram). Aproveite as redes sociais e a facilidade de acesso à informações e busque conhecimento sobre o transtorno do seu (a) filho (a).
Até o final de sua busca pelo diagnóstico correto, não aceite apenas uma opinião médica , nem todos os profissionais da saúde têm especialização na área , um diagnóstico tardio ou errôneo atrasa o tratamento correto, comprometendo assim, o desenvolvimento e a qualidade de vida da criança ou adolescente.
Por fim, respire fundo! Você não está sozinha! Você não precisa fazer TUDO sozinha! Divida sua carga, compartilhe seus conhecimentos e /ou frustrações com outras famílias. Lembre-se que assim como você se sentiu perdida, sem saber por onde começar, a sua trajetória e sua experiência pode servir de encorajamento para outra mãe neuroatípica.
Envie sua história para o e-mail: Rosy9neuropsicopedagoga@gmail.com.
Com maior prazer , respeito e sigilo ( se assim preferir) contaremos a sua experiência!
Não deixe de comentar e compartilhar este texto!
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